Radiofrequência e ultrassom não competem, tratam coisas diferentes. A radiofrequência aquece a derme e estimula colágeno, sendo o recurso indicado para flacidez de pele. O ultrassom de baixa frequência rompe células de gordura, sendo indicado para volume. Quem tem pele solta precisa de radiofrequência. Quem tem gordura precisa de ultrassom. Quem tem os dois precisa dos dois.
A confusão nasce porque as duas aparecem no mesmo cardápio, com preço parecido e promessas que soam próximas. Na prática elas atuam em camadas e com mecanismos distintos.
A diferença fundamental
| Critério | Radiofrequência | Ultrassom de baixa frequência |
|---|---|---|
| Energia | Onda eletromagnética | Onda mecânica sonora |
| Efeito principal | Calor na derme, 40 a 42 graus | Cavitação, ruptura da célula de gordura |
| Camada de ação | Derme e hipoderme superficial | Tecido adiposo subcutâneo |
| Trata | Flacidez, firmeza, textura | Volume de gordura |
| Não trata | Volume de gordura de forma relevante | Flacidez de pele |
| Sessões usuais | 6 a 10 | 8 a 12 |
| Intervalo | 7 a 15 dias | 7 a 15 dias |
| Sensação | Calor confortável e progressivo | Zumbido audível, calor leve |
| Drenagem depois | Recomendada | Obrigatória |
| Resultado consolidado | 60 a 120 dias | 8 a 12 sessões |
Como escolher pelo seu caso
Pele solta, sem excesso de volume. Aconteceu depois de emagrecer, depois da gestação, ou pelo próprio tempo. O caminho é radiofrequência.
Volume de gordura, pele firme. A dobra é consistente e a pele não sobra. O caminho é ultrassom, associado a drenagem.
Volume e pele solta ao mesmo tempo. O cenário mais comum depois dos 35 anos e depois de perdas de peso. Aqui o erro clássico é tratar só o volume: quando a gordura reduz, a flacidez fica mais aparente e a sensação é de ter piorado. Os dois precisam entrar juntos, com a radiofrequência começando cedo, já que é o recurso mais lento.
Celulite. Nenhum dos dois isolado resolve. Ambos entram, junto com endermologia e drenagem.
Por que a radiofrequência precisa começar cedo
O colágeno novo leva de 60 a 90 dias para se organizar. O ultrassom mostra mudança a partir da quarta sessão. Se os dois começarem no mesmo dia, o volume vai reduzir antes de a firmeza aparecer, e existe uma janela em que o espelho parece dizer que piorou.
Começar a radiofrequência junto ou até um pouco antes reduz essa janela.
Contraindicações comuns às duas
Gestação, marca-passo e dispositivos eletrônicos implantados, implantes metálicos na área, câncer em tratamento sem liberação médica, trombose atual ou recente, infecção ou lesão local, febre.
Específicas da radiofrequência: alteração de sensibilidade na área, uso de isotretinoína conforme orientação médica.
Específicas do ultrassom: epilepsia, alterações hepáticas ou renais descompensadas, dislipidemia importante sem acompanhamento, aplicação sobre mamas e região cervical anterior.
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Fontes
- Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Estudos sobre radiofrequência no PubMed
- Estudos sobre cavitação ultrassônica no PubMed
Perguntas frequentes
Radiofrequência e ultrassom podem ser feitos juntos?
Sim, e é comum em protocolos que precisam tratar gordura e flacidez ao mesmo tempo. A sequência usual aplica o ultrassom primeiro e a radiofrequência depois, mas isso depende do objetivo e do equipamento.
Qual dos dois trata flacidez?
A radiofrequência. Ela aquece a derme e estimula produção de colágeno novo. O ultrassom de baixa frequência atua sobre a célula de gordura, não sobre firmeza da pele.
Qual dos dois reduz medidas?
O ultrassom de baixa frequência, por atuar na gordura. A radiofrequência pode contribuir de forma secundária pelo aquecimento, mas reduzir volume não é o objetivo dela.
Ultrassom microfocado é a mesma coisa?
Não. Ultrassom microfocado de alta intensidade é uma tecnologia distinta, de indicação médica, que atua em camadas profundas com objetivo de lifting. Não deve ser confundido com o ultrassom de baixa frequência usado em cavitação.
Qual dói mais?
Nenhum dos dois costuma doer. A radiofrequência gera calor progressivo, que deve ser confortável. O ultrassom gera um zumbido audível que incomoda algumas pessoas, mas não é dor.
Andressa Oliveira é esteticista com 11 anos de atuação e criadora do Método AO. Atende na Barra da Tijuca e em Ipanema, no Rio de Janeiro. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação individual presencial.

